A SAD, SAD DAY
Nunca havia ficado tão afetada por isso, mas nesse ano tenho que confessar que foi bastante complicado.
Acabei de assistir “O diário de uma paixão”...eu sei, na situação pela qual estou passando esse era o ultimo filme que deveria ter visto mas enfim, eu vi.
Para quem nunca assistiu, como o nome diz é uma história de um amor impossível, talvez muito melosa para alguns, mas que embora um tanto triste acho que muito linda.
Na década de 40, Noah e Allie se conhecem na adolescência durante as férias de verão e se apaixonam. Ele é pobre e sem instrução enquanto ela é rica e estudada. Obviamente os pais da moça não aceitam o namoro e ambos acabam se separando. Após sete anos separados e ela quase casada, por um acaso eles acabam se encontrando e percebem que não deixaram de se amar, apesar de todos os problemas.
Toda a história dos dois é contada por meio de um diário que ela escreveu ao saber que sofria de uma doença que lhe causa perda de memória.
A beleza da história é que ele lê a história para que ela todos os dias, na esperança de que ela se lembre dele e da história de ambos por cerca de cinco minutos.
Eu não consigo deixar de achar isso bonito todas as vezes que assisto a esse filme, sou terrivelmente romântica, embora não goste muito de admitir isso.
E hoje em especial eu queria muito ter a sorte de ter um amor assim...queria alguém que me amasse o suficiente que o fizesse não ter medo de enfrentar as dificuldades. Alguém que não escolhesse o caminho fácil do conformismo com as circunstâncias e as imposições de outras pessoas.
Alguém que quisesse envelhecer comigo, ficasse ao meu lado e não desistisse de mim mesmo que fosse para ficar comigo por cinco minutos como Noah fazia. Alguém que fosse capaz de perceber que juntos somos mais fortes do que separados.
Me sinto especialmente desencantada, pois tenho a impressão que isso hoje em dia é algo distante, então me sinto uma boba sonhadora....preciso voltar pro mundo real..mas meu mundo real não anda nada cor de rosa.



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